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Alzheimer no sangue
- Heraldo Palmeira
Um novo exame pode ser um passo importante no enfrentamento do mal de Alzheimer. Na sexta-feira (16), os EUA aprovaram o primeiro exame de sangue para detectar a doença. A novidade é resultado do trabalho da empresa de biotecnologia Fujirebio Diagnostics, reconhecida pelo desenvolvimento de novas tecnologias e biomarcadores exclusivos que oferece ao mercado.
Até aqui, apenas análises do fluido espinhal ou varreduras cerebrais eram capazes de detectar o mal de Alzheimer. Dada a facilidade do novo exame, ele chega como ferramenta importante para diagnóstico precoce dos riscos da doença num momento em que estão disponíveis novos medicamentos para inibir o avanço da enfermidade.
Ele mede o nível de presença no sangue de duas proteínas, cujo resultado está diretamente relacionado às placas amiloides do cérebro, que interferem na comunicação dos neurônios e podem deteriorar a função cerebral. A formação dessas placas é um dos principais indicadores da doença. “A doença de Alzheimer impacta pessoas demais, mais do que os cânceres de mama e próstata juntos”, afirmou Marty Makary, delegado da Food and Drug Administration (FDA), agência federal dos Estados Unidos.
A novidade será grande aliada de clínicas especializadas em declínio cognitivo e deverá complementar outras informações do prontuário dos pacientes.