Por Heraldo Palmeira
Los Angeles
Nova York
São Paulo
Lisboa
Londres
Fase da Lua
.
.
7 de março de 2026

A Semana 120

Hamiltonleen/Linda Hamilton/Pixabay

A Semana 120

Resumo de Mercado – 19 a 23 de maio – e perspectivas para a semana em curso

Ibovespa: +1,0% | 137.824 pontos

O Ibovespa encerrou a semana em queda de 1,0% em reais e em dólares, aos 137.824 pontos, após ter ultrapassado a marca dos 140 mil pontos na terça-feira.

Resumo No âmbito doméstico, o governo divulgou seu relatório bimestral de receitas e despesas, anunciando uma contenção de R$ 31,3 bilhões, acima do esperado. Enquanto isso, o Ministério da Fazenda anunciou uma série de mudanças no IOF, elevando as alíquotas para operações de crédito para empresas, aportes mensais acima de R$ 50 mil em fundos VGBL e determinadas operações cambiais. O anúncio gerou uma reação inicial negativa dos mercados: o dólar subiu 2,0% logo após a notícia, o ETF EWZ caiu 5% no After-market e o Ibovespa recuou 1,6% nos primeiros 20 minutos do pregão. O governo recuou parcialmente, ajudando na recuperação dos ativos: o Ibovespa e o EWZ subiram 0,4% e 0,5%, respectivamente, na sexta-feira, enquanto o dólar recuou 1,1%, fechando em R$ 5,65.

Entretanto, o maior fator de pressão sobre as ações brasileiras veio do cenário internacional, com a volta das preocupações quanto à sustentabilidade fiscal dos EUA e uma forte alta nas taxas das Treasuries. Os investidores se decepcionaram com a nova proposta orçamentária do governo americano, e um leilão fraco de Treasuries de 20 anos deteriorou ainda mais o sentimento. Como resultado, os juros dos títulos de 30 anos avançaram 9 bps, para 5,04%. As bolsas americanas também caíram: o S&P 500 recuou 2,6% e o Nasdaq 2,4%. Além disso, as tensões comerciais voltaram ao radar após Donald Trump ameaçar a Apple (-7,6%) com tarifas de 25% sobre produtos fabricados fora dos EUA e sugerir uma tarifa de 50% sobre produtos da União Europeia.

Ações O principal destaque positivo da semana foi Raízen (RAIZ4, +25,1%). A B3 questionou a empresa sobre a oscilação nas ações, e a companhia afirmou desconhecer qualquer fato relevante não divulgado que pudesse justificar o movimento. Além disso, JBS (JBSS3, +7,3%) também se destacou, impulsionada pelo sentimento positivo em torno do seu processo de dupla listagem, que foi aprovado na sexta-feira (23). Na ponta negativa, Cogna (COGN3, -7,9%) recuou após o anúncio de um novo decreto do governo com mudanças nas regras da educação a distância (EAD).

Dólar O Dólar fechou a semana em queda de 0,3%, aos R$ 5,65/US$.

Juros A curva de juros abriu. O DI jan/34 abriu 10 bps, aos 13,88%.

Perspectivas para a semana em curso

Cenário internacional O destaque será a divulgação do índice deflator do PCE na sexta-feira, o indicador de inflação mais relevante para a condução de política monetária dos Estados Unidos. Além disso, o Fed divulgará a ata do último FOMC.

Cenário nacional O protagonismo será a divulgação do PIB do 1T25 na sexta-feira, que deverá mostrar forte avanço da agropecuária e demanda doméstica sólida. Ainda do lado da atividade, a geração de empregos formais (relatório Caged) e a PNAD contínua serão publicadas. Por fim, conheceremos o IPCA-15 de maio, cujas métricas subjacentes continuarão sob pressão.

Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 26.05.25

©