David Yonatan González/Pixabay
A Semana 122
Resumo de Mercado – 9 a 13 de junho – e perspectivas para a semana em curso
Ibovespa: +0,8% | 137.213 pontos
O Ibovespa fechou a semana em alta de 0,8% em reais e 1,5% em dólares, aos 137.213 pontos, quebrando uma sequência de três semanas consecutivas de quedas.
Resumo Nos Estados Unidos, tanto o CPI quanto o PPI de maio surpreenderam para baixo, com os recentes aumentos tarifários ainda não impactando de forma significativa os níveis de preços. Além disso, os EUA e a China chegaram a um novo acordo comercial, que ainda manterá uma tarifa média significativamente elevada de 55% sobre as importações de produtos chineses. Tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq acumulavam alta de 0,7% até quinta-feira, mas inverteram o movimento na sexta-feira, com quedas de 1,1% e 1,3%, respectivamente, após a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que culminaram no ataque de Israel ao Irã na quinta-feira, após o fechamento do mercado. Como resultado, os preços do petróleo dispararam (Brent, +12,6%), e as ações do setor de óleo e gás tiveram alta imediata.
No cenário doméstico, os reflexos do conflito no Oriente Médio levaram as ações do setor de óleo e gás à liderança de ganhos da semana, sendo responsáveis pela maior parte da alta do Ibovespa. A política fiscal continuou no centro das atenções. Após o debate em torno das mudanças no IOF, o governo publicou nesta semana uma Medida Provisória (MP) para elevar tributos, substituindo parcialmente o aumento do IOF. Entre as medidas, destacam-se: 1) o fim da alíquota reduzida de CSLL para instituições financeiras; 2) a tributação de instrumentos de investimento antes isentos de IR, como LCIs e LCAs; 3) a criação de um imposto de entrada sobre FDICs. Em relação aos dados macro, o IPCA de maio veio abaixo das expectativas, o que contribuiu para um fechamento da curva DI, com as taxas recuando entre 10 e 20 bps ao longo da curva. Apesar disso, as taxas de longo prazo das NTN-Bs – mais relevantes para o valuation das ações – subiram ao longo da semana, passando de 7,25% para 7,30% (+5 bps).
Ações Os destaques incluem Petrobras (PETR4, +9,8%), PetroRecôncavo (RECV3, +7,3%), Brava Energia (BRAV3, +5,8%) e Prio (PRIO3, +3,5%). Na ponta negativa, Raízen (RAIZ4, -7,6%) foi uma das principais quedas da semana, após um banco de investimentos rebaixar as ações da companhia de Compra para Neutro.
Dólar O Dólar fechou a semana em queda de 0,2%, aos R$ 5,54/US$.
Juros A curva de juros fechou. O DI jan/34 fechou 17 bps, aos 13,70%.
Perspectivas para a semana em curso
Cenário internacional As atenções seguirão sobre os conflitos militares no Oriente Médio e seus desdobramentos sobre preços de ativos. Na agenda econômica, os destaques serão decisões de juros nos Estados Unidos, Japão, Reino Unido e China. Além disso, indicadores de atividade econômica da China referentes a maio serão publicados no final de semana, ao passo que a produção industrial e as vendas no varejo americanas do mês anterior serão publicadas ao longo da semana.
Cenário nacional O destaque será a decisão da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na quarta-feira. Acreditamos que o Copom manterá a taxa básica de juros em 14,75%, em linha com o que indicou nas últimas comunicações oficiais. Vale destacar que o mercado segue dividido: cerca de 60% esperam alta de 0,25 p.p. e os outros 40%, como nós, esperam manutenção da taxa.
Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 16.06.25