Por Heraldo Palmeira
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7 de março de 2026

A Semana 124

Tyli Jura/Pixabay

A Semana 124

Resumo de Mercado – 7 a 11 de julho – e perspectivas para a semana em curso

Ibovespa: -3,6% | 136.187 pontos

O Ibovespa encerrou a semana em queda de 3,6% em reais e 6,3% em dólares, aos 136.187pontos, com os anúncios de tarifas de Trump dominando as atenções no Brasil e no cenário internacional.

Resumo No cenário global, as tarifas também seguiram em destaque. Trump adiou o retorno das tarifas recíprocas – inicialmente previsto para esta semana – para 1º de agosto. Ainda assim, começou a enviar cartas bilaterais com alíquotas mais altas do que o esperado a diversos países. A lista inclui Japão, Coreia do Sul, Malásia, Cazaquistão, África do Sul, Laos, Mianmar, Tunísia, Bósnia e Herzegovina, dentre outros. Medidas adicionais incluíram a imposição de uma tarifa de 50% sobre o cobre e a sinalização de que produtos farmacêuticos também poderão ser tarifados em breve. Também houve um avanço relevante nas tensões comerciais com o Canadá, com os EUA impondo uma tarifa de 35%, reescalando o conflito com o país. Apesar desse cenário, o otimismo com empresas relacionadas a IA continuou, com a Nvidia subindo 3,5% na semana e alcançando a marca de US$ 4 trilhões em capitalização de mercado.

No ambiente doméstico, as ações começaram a semana pressionadas após as declarações iniciais de Trump ameaçando impor uma tarifa adicional de 10% sobre os países do BRICS. No entanto, seu discurso logo se voltou especificamente ao Brasil, culminando no anúncio de uma tarifa base de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. As tarifas setoriais – como as previstas pela Seção 232 – serão adicionadas à nova tarifa de 50%, de acordo com a visão do nosso time macro. Como resultado, apesar de uma recuperação parcial ao longo da semana, os ativos locais sofreram: o dólar encerrou a semana a R$ 5,56 (+2,6%) e a curva de juros abriu.

Do ponto de vista macroeconômico, o impacto não deve ser tão significativo – estamos estimando uma redução de 0,3 p.p. no PIB de 2025 e 0,5 p.p. em 2026. No entanto, os impactos micro podem ser relevantes para determinados setores e empresas, como a Embraer. Em relação aos dados econômicos, o IPCA de junho veio ligeiramente acima do esperado; no entanto, o desvio de alta foi concentrado em itens voláteis, enquanto os preços determinados pelo mercado mostraram alívio – em linha com o esperado.

Ações Entre os principais destaques negativos da semana temos Azzas 2154 (AZZA3, -13,2%), pressionada por expectativas negativas em relação aos resultados do 2T25 e Embraer (EMBR3, -11,0%), uma vez que, segundo estimativas dos nossos analistas, é a empresa da cobertura XP mais diretamente impactada pelas novas tarifas anunciadas pelo governo americano. Na ponta positiva, destaque para Braskem (BRKM5, +5,2%), que avançou após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do regime de urgência para o Projeto de Lei que institui o PRESIQ (Programa Especial para a Sustentabilidade da Indústria Química).

Dólar O Dólar fechou a semana em alta de 2,6%, aos R$ 5,56/US$.

Juros A curva de juros abriu. O DI jan/34 fechou 30 bps, aos 13,64%.

Perspectivas para a semana em curso

Cenário internacional O principal destaque será o CPI de junho nos Estados Unidos. Além disso, a inflação ao produtor e o Livro Bege também serão publicados – o documento é uma compilação de estudos sobre a atividade econômica nos EUA. Na China, será divulgado o combo de dados de atividade econômica de junho, além do PIB do 2T25.

Cenário nacional A agenda de indicadores conterá somente a divulgação do IBC-BR de maio, o indicador mensal de atividade econômica do Banco Central. O mercado seguirá sensível às notícias sobre tarifas dos EUA sobre o Brasil. Em Brasília, discussões sobre a reforma do Imposto de Renda e uma reconciliação entre Executivo e Legislativo em torno do IOF serão os principais pontos de atenção.

Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 14.07.25

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