Por Heraldo Palmeira
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7 de março de 2026

A Semana 125

Tyli Jura/Pixabay

A Semana 125

Resumo de Mercado – 21 a 25 de julho – e perspectivas para a semana em curso

Ibovespa: +0,1% | 133.524 pontos

O Ibovespa encerrou a semana com um leve avanço de 0,1% em reais e 0,3% em dólares, aos 133.524 pontos.

Resumo Os mercados globais estenderam sua alta (S&P 500 +1,5%; Nasdaq +0,9%), atingindo novas máximas históricas em meio a notícias positivas sobre desenvolvimentos na política comercial. À medida que o prazo de 1º de agosto para as negociações tarifárias se aproxima, vários acordos foram fechados durante a semana, com destaque para o Japão, cuja tarifa alcançou a alíquota de 15%, melhor do que o temido. Trump também afirmou que as tarifas recém-anunciadas variariam entre 15% e 50%, com os países com os quais os EUA não mantêm boa relação recebendo a tarifa máxima. Enquanto isso, os investidores continuam acompanhando de perto as negociações em andamento com a União Europeia, já que a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen e Donald Trump se reuniram ontem (domingo, 27) e anunciaram ter chegado a um acordo comercial. Além disso, as ações dos EUA também foram apoiadas por mais uma forte semana de resultados do 2T25. Até agora, 167 empresas do S&P 500 divulgaram resultados, com 84% superando as expectativas de lucro em uma média de 6,9%. Entre os resultados mais notáveis da semana, Alphabet (GOOGL, +4,4%) se destacou como o principal ponto positivo, enquanto Tesla (TSLA, -4,1%) foi a maior decepção.

Enquanto isso, os desdobramentos em torno das tarifas dos EUA também permaneceram em destaque para os mercados locais. Nesta semana, não houve sinais de avanços significativos nas negociações entre Brasil e EUA sobre a tarifa base de 50% que entrará em vigor em 1º de agosto. Além disso, a declaração de Trump de que países com os quais os EUA não mantêm uma relação positiva enfrentariam a tarifa máxima pesou ainda mais no sentimento dos investidores, especialmente considerando o tom de sua carta inicial. Apesar disso, os fluxos estrangeiros retornaram ao ambiente positivo, com entradas líquidas de R$ 1,1 bilhão até quarta-feira, após saídas acumuladas de R$ 7,1 bilhões nas duas semanas anteriores. Olhando por setor, commodities continuaram na liderança com mineração & siderurgia (+4,2%), óleo, gás & petroquímicos (+2,4%) e papel & celulose (+1,1%). Enquanto isso, os setores domésticos apresentaram retornos estáveis a negativos, como construção civil (-4,5%) e varejo (-0,6%).

Ações O destaque negativo da semana foi WEG (WEGE3, -14,6%), após a divulgação de resultados do 2T25 abaixo do esperado. Por outro lado, Fleury (FLRY3, +14,7%) foi o destaque positivo, após notícias indicarem que a Rede D’Or (RDOR3, -1,1%) pode estar preparando uma oferta para adquirir as operações da empresa.

Dólar O Dólar fechou a semana em queda de 0,2%, aos R$ 5,56/US$.

Juros A curva de juros abriu. O DI jan/34 abriu 4 bps, aos 13,93%.

Perspectivas para a semana em curso

Cenário internacional A semana terá muitos eventos importantes, mas com todos os olhos voltados para a decisão de juros do FOMC dos EUA na quarta-feira, para a qual o mercado espera a manutenção da taxa de juros na faixa de 4,25%-4,50%. Além disso, teremos uma bateria de dados de mercado de trabalho, com destaque para o Relatório JOLTs, ADP e o relatório de empregos (Nonfarm payroll). O deflator PCE, indicador preferido de inflação do Federal Reserve, também será um destaque. No lado micro, várias Big Techs reportarão seus resultados do 2T25, como Apple, Amazon, Meta e Microsoft. Por fim, destaque também para a decisão de juros no Japão.

Cenário nacional O protagonismo ficará para a decisão de juros do Copom, enquanto o mercado espera uma manutenção dos juros em 15,00%. Além disso, destaque para o relatório do CAGED e para os dados de produção industrial, ambos referentes a junho. Enquanto isso, a temporada de resultados ganha força, com destaque para Ambev, Mercado Livre, Santander, Tim, Vale e Vivo.

Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 28.07.25

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