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A Semana 127
Resumo de Mercado – 4 a 8 de agosto – e perspectivas para a semana em curso
Ibovespa: +2,3% | 135.913 pontos
O Ibovespa encerrou a semana com alta de 2,3% em reais e 5,0% em dólares, aos 135.913 pontos, liderando os principais mercados globais.
Resumo As bolsas dos EUA também registraram desempenho positivo (S&P 500 +2,4%, Nasdaq +3,7%), se recuperando da queda da semana anterior, que havia sido motivada por preocupações com o mercado de trabalho nos EUA após um Payroll abaixo do esperado. Sinais de arrefecimento da atividade econômica contribuíram para melhorar o sentimento dos investidores quanto à possível retomada do ciclo de cortes pelo Federal Reserve, com a probabilidade precificada pelo mercado de um corte de 0,25 p.p. na reunião de setembro do FOMC atualmente em torno de 90%, segundo dados do CME Group. A incerteza em torno das tarifas também vem diminuindo gradualmente, embora os riscos inflacionários sigam no radar. No lado micro, a temporada de resultados do 2T25 continuou contribuindo para o desempenho do mercado: até o momento, 453 das empresas do S&P 500 já reportaram, com 81,2% superando as estimativas de lucro e uma surpresa média positiva de 8,4%.
No âmbito doméstico, o noticiário político permaneceu em destaque após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e o aumento das tensões no Congresso. No entanto, o foco principal da semana para as ações brasileiras foi a temporada de resultados do 2T25, que teve uma agenda intensa. Até agora, 80 das 150 empresas sob cobertura da XP já divulgaram seus resultados, com 53% superando as estimativas de lucro líquido, 21% em linha e 26% abaixo. Entre os papéis de maior peso no índice, Itaú (ITUB4, +6,0%) apresentou resultados sólidos, enquanto Petrobras (PETR4, -5,2%) decepcionou do ponto de vista financeiro. O desempenho dos ativos locais continuou favorecendo as ações brasileiras, em meio à desvalorização do dólar globalmente (DXY -0,9%). O dólar em relação ao real recuou para R$ 5,43 (-1,9%) e a curva de juros fechou.
Ações O destaque positivo da semana foi RD Saúde (RADL3, +28,8%), repercutindo resultados acima do esperado e surpresa positiva no EBITDA. Na ponta negativa, Pão de Açúcar (PCAR3, -11,5%) recuou após resultados mistos no 2T25, com demanda mais fraca pressionando a margem bruta.
Dólar O Dólar fechou a semana em queda de 1,9%, aos R$ 5,43/US$.
Juros A curva de juros fechou. O DI jan/34 fechou 17 bps, aos 13,62%.
Perspectivas para a semana em curso
Cenário internacional O destaque será a divulgação dos dados de inflação ao consumidor e produtor nos Estados Unidos, ambos referentes a julho. Ainda, será relevante observar a dinâmica do varejo e da indústria no último mês. Na China, o combo de dados de atividade de julho será publicado pelo governo, com destaque para produção industrial, vendas no varejo, taxa de desemprego e investimentos em ativos fixos.
Cenário Nacional O IPCA de julho será o protagonista da semana. Esperamos leitura marginalmente benigna, com queda em alimentos e estabilidade nos preços de industrializados, conforme sugerem os preços no atacado. Por outro lado, preços monitorados irão acelerar por conta de reajustes em loterias e energia elétrica, ao passo que serviços deverão seguir em patamar elevado. Do lado da atividade econômica, os destaques serão as publicações dos dados do setor varejista e das receitas de serviços pelo IBGE, ambos referentes a junho. Na seara política, o anúncio do plano de contingência do governo deve ocorrer até terça-feira.
Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 11.08.25