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A Semana 128
Resumo de Mercado – 1º a 5 de setembro – e perspectivas para a semana em curso
Ibovespa: +0,9% | 142.640 pontos
O Ibovespa encerrou a semana em alta de 0,9% em reais e em dólares, aos 142.640 pontos.
Resumo No cenário global, os dados de mercado de trabalho nos EUA ficaram no centro das atenções. O relatório JOLTS mostrou, pela primeira vez desde a pandemia, um número maior de desempregados do que de vagas disponíveis, enquanto o relatório ADP veio abaixo das expectativas do mercado. O grande destaque, no entanto, foi o Payroll, significativamente abaixo do esperado com criação líquida de apenas 22 mil empregos contra 75 mil vagas esperadas. Como resultado, o mercado passou a precificar uma postura mais branda (dovish) do Federal Reserve daqui para frente: a probabilidade precificada pelo mercado de um corte de 0,50 p.p. na próxima reunião do FOMC subiu de 0% para 11%, enquanto as chances de três cortes em 2025 aumentaram, de acordo com dados do CME Group.
A perspectiva de cortes de juros nos EUA mais uma vez beneficiou os ativos brasileiros. O Ibovespa avançou 1,2% e renovou suas máximas históricas na sexta-feira (5), o dia da divulgação do Payroll, enquanto o real também se beneficiou com o dólar recuando 0,6% e fechando a R$ 5,41.
No cenário doméstico, o ambiente político seguiu em foco com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, e pelo fato de o mercado começar a buscar antecipar o “trade eleitoral” para 2026. Do lado macro, o PIB do 2T25 veio ligeiramente acima das expectativas, em +0,4%, mas ainda refletiu desaceleração da atividade, com destaque negativo para os setores mais sensíveis ao crédito, que continuam sofrendo em um ambiente de política monetária contracionista.
Ações O principal destaque positivo da semana foi Cosan (CSAN3, +24,8%), após a companhia anunciar que, como parte de seu plano de melhoria da estrutura de capital, está em busca de novos investidores para a Raízen (RAIZ4, +9,4%). Na ponta negativa, Brava (BRAV3, -8,6%) recuou, acompanhando a queda nos preços do petróleo
Dólar O Dólar fechou a semana em leve queda de 0,06%, aos R$ 5,41/US$.
Juros A curva de juros fechou. O DI jan/34 fechou 0,5 bps, aos 13,71%.
Perspectivas para a semana em curso
Cenário internacional O destaque será a divulgação de dados de inflação ao consumidor (CPI) e produtor (PPI) nos Estados Unidos – ambos referentes a agosto. O mercado se atentará aos impactos das tarifas sobre os preços de bens e à dinâmica da inflação de serviços, em meio aos sinais de desaceleração da economia. Na Zona do Euro, o Banco Central Europeu (BCE) deverá manter as taxas básicas de juros no atual patamar, mas a comunicação oficial será relevante. Por fim, o governo da China publicará os indicadores de inflação de agosto.
Cenário nacional As atenções estarão voltadas à divulgação do IPCA de agosto. Espera-se deflação para a leitura, em meio à expressiva queda nos preços de energia elétrica, recuo em alimentos e descontos em ingressos de cinema. Do lado da atividade econômica, serão conhecidas as vendas no varejo (PMC) e as receitas de serviços (PMS) referentes a julho.
Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 08.09.25