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A Semana 129
Resumo de Mercado – 15 a 19 de setembro – e perspectivas para a semana em curso
Ibovespa: +2,5% | 145.865 pontos
Resumo A semana foi marcada por decisões relevantes de política monetária no cenário global. O FOMC reduziu a taxa de juros em 25 bps, em linha com as expectativas do mercado. Apesar da inflação ainda acima da meta, o presidente do Fed Jerome Powell destacou uma mudança no balanço de riscos diante do enfraquecimento do mercado de trabalho. Olhando para frente, o mercado precifica dois cortes adicionais de 25 bps nas próximas reuniões (do FOMC) em 2025. Nesse cenário, os ativos de risco registraram alta, com o S&P 500 e o Nasdaq subindo 1,2% e 2,2% na semana, respectivamente, enquanto o dólar seguiu fraco.
Já o BoE e o BoJ mantiveram as taxas inalteradas – embora o BoE tenha reduzido seu programa de aperto quantitativo. No lado micro, a Intel disparou 22,3% em um único pregão, seu melhor desempenho em quase quatro décadas após a Nvidia anunciar um investimento de US$ 5 bi como parte de um acordo de desenvolvimento conjunto de chips para data centers e PCs.
Os ativos brasileiros se beneficiaram da decisão do FOMC. As ações brasileiras tendem a superar seus pares globais em ciclos de afrouxamento do Fed, e parte relevante do desempenho do Ibovespa na semana reflete essa dinâmica.
No âmbito doméstico, o Copom manteve a Selic em 15,00%, também em linha com o esperado, mas o comunicado adotou um tom mais duro, reforçando os riscos inflacionários e afirmando que “o Comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado.” Nesse contexto global e doméstico, o real se valorizou (USDBRL -0,6% para R$ 5,32), com destaque para o desempenho superior dos setores cíclicos domésticos (Educação +6,2%; Varejo +4,8%).
Ações O destaque positivo da semana foi Natura (NATU3, +12,6%), após o anúncio da venda da Avon International, restando apenas a operação da Avon Rússia a ser desinvestida. Na ponta negativa, a Marfrig (MRFG3, -3,0%) recuou em movimento técnico, enquanto os investidores aguardam a conclusão da fusão com a BRF (BRFS3, +0,6%), cujos papéis passarão a ser negociados sob um único código a partir de 23 de setembro.
Dólar O Dólar fechou a semana em queda de 0,6%, aos R$ 5,33/US$.
Juros A curva de juros fechou. O DI jan/34 fechou 17 bps, aos 13,41%.
Perspectivas para a semana em curso
Cenário internacional Destaque para a inflação ao consumidor de agosto nos Estados Unidos. Medida pelo PCE é o indicador de inflação preferido do Fed. Também conheceremos os dados revisados do PIB do 2º trimestre e a confiança do consumidor de setembro. Na China, teremos decisão da taxa de juros de 1 e 5 anos pelo banco central. Ademais, leituras de PMIs na Zona do Euro e nos Estados Unidos serão divulgadas – o PMI é uma sondagem com gerentes de compras que visa medir o ritmo da atividade econômica. Por fim, vários diretores do Fed discursarão ao longo da semana.
Cenário nacional Destaque para a divulgação da Ata do Copom. O documento detalhará o debate por trás da decisão mais firme do Banco Central do Brasil na última reunião de política monetária. A autoridade também publicará o Relatório de Política Monetária, um dos principais documentos divulgados pelo Banco Central. Ainda durante a semana, teremos a divulgação do IPCA-15 de setembro. A Receita Federal também deverá divulgar a arrecadação tributária federal de agosto. Por fim, a semana encerra com a publicação do Balanço de Pagamentos.
Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 22.09.25