Barta4/Pixabay
A Semana 133
Resumo de Mercado – 13 a 17 de outubro – e perspectivas para a semana em curso
Ibovespa: +1,9% | 143.399 pontos.
O Ibovespa encerrou a semana em alta de 1,9% em reais e 3,3% em dólares, aos 143.399 pontos.
Resumo Os mercados globais também fecharam em alta (S&P 500 +1,7%; Nasdaq +2,5%), em movimento de recuperação após a forte queda da semana anterior, causada pela retomada das tensões comerciais entre EUA e China após o anúncio de Donald Trump de tarifas adicionais de 100% sobre importações chinesas. As tensões comerciais diminuíram parcialmente após Trump sinalizar que não pretende prejudicar a China, enquanto o secretário do Tesouro Scott Bessent afirmou que Trump pretende se reunir com Xi Jinping antes da entrada em vigor das tarifas, em 1º de novembro. Apesar do fluxo limitado de dados econômicos devido ao shutdown do governo americano, o tom mais brando de Jerome Powell, reconhecendo sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho, ajudou a sustentar o desempenho das ações e contribuiu para uma desvalorização do dólar. Do lado micro, a temporada de resultados do 3T25 começou pelo setor financeiro: até agora, 58 empresas do S&P 500 divulgaram resultados, com 84% superando as estimativas de lucro, em uma surpresa média de 5,75%. Apesar disso, as ações de bancos – especialmente os regionais (KRE, -1,9%) – tiveram desempenho negativo após a quebra da fabricante de autopeças First Brands e da financeira de crédito automotivo subprime Tricolor Holdings.
Os ativos brasileiros se beneficiaram do cenário global mais favorável, com o alívio das tensões comerciais e o tom mais brando do Federal Reserve. O real se valorizou 2,0% frente ao dólar após a forte desvalorização da semana anterior, fechando em R$ 5,41, enquanto as pontas longas da curva de juros fecharam. Do lado macro, os dados de vendas do varejo e de serviços reforçaram o cenário de desaceleração da economia, especialmente nos setores mais sensíveis ao crédito. Ainda assim, os investidores permanecem cautelosos diante da perspectiva de maior impulso fiscal à frente, conforme destacado em nossa última Pesquisa com Assessores XP. Em termos de fluxos, os investidores estrangeiros registraram uma pequena entrada líquida de R$ 186 milhões, após a saída de R$ 5,6 bilhões observada na semana anterior.
Ações O destaque positivo da semana foi Usiminas (USIM5, +14,4%), à medida que o mercado precificou uma maior probabilidade de implementação de medidas antidumping sobre importações de aço da China. Na ponta negativa, o destaque foi Brava (BRAV3, -2,6%), acompanhando a queda no preço do petróleo (Brent -2,3%).
Dólar O Dólar fechou a semana em queda de 2,0%, aos R$ 5,41/US$.
Juros A curva de juros fechou. O DI jan/34 fechou 8 bps, aos 13,74%.
Perspectivas para a semana em curso
Cenário internacional Destaque para a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de setembro nos Estados Unidos – a divulgação do dado será atrasada, devido ao shutdown que ainda incorre sobre a máquina pública americana. No final de semana, o PIB do 3T25 da China e suas aberturas serão divulgadas, o que poderá impactar preços de commodities e moedas emergentes. Além disso, os índices PMIs de outubro serão divulgados para as principais economias ocidentais – PMIs são sondagens com empresas que procuram medir o pulso da atividade econômica.
Cenário nacional A principal divulgação será o IPCA-15 de outubro – esperamos que o índice desacelere em relação a setembro, principalmente pelo arrefecimento nas tarifas de energia elétrica após acionamento da bandeira vermelha 1. Além disso, o Banco Central publicará as estatísticas do setor externo referentes a setembro.
Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 20.10.25