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A Semana 143
Resumo de Mercado [5 a 9 de outubro]
Ibovespa: +8,8% | 209.067 pontos
O Ibovespa encerrou a semana em alta de 8,8% em reais e de 14,0% em dólares, por conta da apreciação de 4,4% do real, aos 209.067 pontos.
Resumo As bolsas globais encerraram a semana em alta (S&P 500: +1,2%; Nasdaq: +0,2%; Dow Jones: +0,9%), em um movimento marcado pela volatilidade das ações ligadas à inteligência artificial. Apesar de a ata do FOMC e as falas do diretor Christopher Waller reforçarem a expectativa de nova alta de juros até dezembro, precificada em cerca de 70% até o final do ano segundo o CME FedWatch, e de a Treasury de 10 anos ter tocado o maior nível desde 2002, os mercados foram sustentados pelos recordes de S&P 500 e Nasdaq no início da semana, e pela recuperação da tecnologia na sexta-feira, após a OpenAI sinalizar receita anualizada de ao menos US$ 70 bilhões até o fim do ano. No cenário geopolítico, a promessa de Trump de não atacar o Irã antes das eleições de meio de mandato aliviou o petróleo na sexta, mas a expansão dos ataques a petroleiros e o furacão Isaias levaram o Brent a acumular alta de cerca de 2,4% na semana, para US$ 104,2/barril. No micro, a SpaceX anunciou a compra de licença de espectro por cerca de US$ 8 bilhões, derrubando AT&T, Verizon e T-Mobile. Na contramão, a Delta recuou após cortar sua projeção anual devido custo de combustível.
Enquanto isso, as ações brasileiras encerraram a semana em forte alta e superaram o desempenho dos mercados globais. O principal vetor foi a ampla reprecificação dos ativos após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, reforçando a expectativa dos investidores por maior disciplina fiscal e levando a uma forte queda do dólar e dos juros futuros. Assim, o Ibovespa renovou máximas históricas, registrando na segunda-feira seu maior avanço diário desde março de 2020 e o primeiro fechamento acima de 200 mil pontos. Nos dias seguintes, parte do movimento foi devolvida, mas novas pesquisas para o segundo turno mantiveram a volatilidade elevada e o foco sobre os ativos domésticos, sem alterar a forte valorização acumulada na semana. Na sexta-feira, o IPCA de setembro avançou 0,82% no mês, acima do consenso de 0,73%, elevando a inflação acumulada em doze meses para 4,58%. No acumulado da semana, o dólar caiu 4,4% frente ao real e a ponta longa da curva (jan/36) fechou cerca de 176 bps. Adicionalmente, observamos entrada líquida de R$ 10,06 bilhões de capital estrangeiro na segunda-feira, representando a maior da história, com acúmulo de R$ 13,1 bilhões em outubro e R$ 40,5 bilhões no ano. Nesse contexto, varejistas, locadoras e construtoras estiveram entre os principais destaques positivos, enquanto exportadoras e empresas ligadas a commodities ficaram para trás, também pressionadas pela valorização do real e, no caso das mineradoras, pela queda do minério de ferro.
Ações Magazine Luiza (MGLU3, +60,6%) foi o destaque positivo da semana, acompanhando o forte fechamento da curva de juros doméstica, que beneficiou varejistas e outros nomes sensíveis à curva. Por outro lado, Embraer (EMBJ3, -9,2%) foi o destaque negativo, com valorização do real e rotação de investidores de empresas com receitas dolarizadas para ações mais ligadas ao mercado doméstico.
Dólar O Dólar fechou a semana com queda de 4,3%, aos R$ 4,98/US$.
Juros O DI jan/36 fechou 176 bps, aos 12,37%, enquanto o DI jan/27 fechou 9 bps, aos 13,44%.
Perspectivas para a semana em curso
Cenário internacional Atenções voltadas para a inflação ao consumidor (CPI) de setembro nos Estados Unidos. O dado tende a ser importante para as apostas sobre a próxima decisão de juros do Fed. Ainda sobre a economia americana, serão divulgados o índice de preços ao produtor, a produção industrial e as vendas no varejo — todos referentes a setembro. Também será divulgado o Livro Bege, relatório do Fed que reúne avaliações sobre as condições econômicas e de mercado nas diversas regiões do país. Na China, os índices de inflação (ao produtor e ao consumidor) e a balança comercial de setembro serão protagonistas. Por fim, na Zona do Euro, a leitura final da inflação no mês passado será acompanhada de perto.
Cenário nacional Destaque para a divulgação de indicadores de atividade econômica. A PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) e a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) devem mostrar recuperação das vendas varejistas e receitas de serviços em agosto, respectivamente. Na mesma linha, o IBC-Br (proxy mensal do PIB calculada pelo Banco Central) tende a registrar crescimento na margem, embora não o suficiente para reverter a expectativa de resultado ao redor da estabilidade no 3º trimestre.
Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 13.10.26