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A Semana 108
Resumo de Mercado – 9 a 13 de dezembro – e perspectivas para a semana em curso
Ibovespa: -1,10% | 124.612 pontos
O Ibovespa fechou com uma queda de 1,1% em reais e 0,3% em dólares, aos 124.612 pontos.
Resumo No âmbito doméstico a semana começou positiva, com a China indicando estímulos econômicos mais significativos e sinais de avanços do processo de votação do pacote fiscal no Congresso. Além disso, os investidores também ficaram atentos às notícias sobre a saúde do presidente Lula da Silva. Na quarta-feira, o Copom elevou a taxa Selic em 1,00 p.p para 12,25%, além de sinalizar mais duas altas de mesma magnitude para as próximas reuniões do comitê. Apesar da decisão ter sido em linha com as expectativas, os mercados não se acalmaram e, como resultado, houve um movimento de abertura da curva de juros, especialmente em seus vértices mais curtos, o que pressionou as ações brasileiras, com o Ibovespa registrando na quinta-feira seu pior desempenho diário desde janeiro de 2023.
No ambiente global o Politburo, principal órgão político da China, afirmou estar comprometido em implementar uma política fiscal “mais proativa” em 2025, além de uma política monetária “apropriadamente frouxa”. Essa mensagem foi reafirmada durante a Conferência Anual de Trabalho Econômico Central, cujo objetivo é definir as principais metas e intenções para o próximo ano no país.
Ações Os principais destaques negativos da semana foram os papéis mais sensíveis aos juros como as varejistas Natura (NTCO3, -10,1%) e Azzas (AZZA3, -7,3%), repercutindo o aumento da taxa Selic e a abertura da curva de juros. Já o principal destaque positivo foi Totvs (TOTS3, +6,7%), após elevação de recomendação de neutro para compra por um banco de investimentos.
Dólar O Dólar fechou a semana em queda de 0,5%, aos R$ 6,06/US$.
Juros A curva de juros abriu em toda a sua extensão. O DI jan/34 abriu 11 bps, aos 14,01%.
Perspectivas para a semana em curso
Cenário Internacional Destaque para a reunião de política monetária do banco central dos Estados Unidos (Fed), para a qual é amplamente esperada uma redução de 0,25 p.p. na taxa básica de juros (quarta-feira). Ainda sobre a economia americana, os analistas de mercado acompanharão a inflação ao consumidor de novembro, medida pelo deflator PCE (sexta-feira), e a terceira leitura do PIB do 3º trimestre (quinta-feira). A inflação ao consumidor da Zona do Euro também será publicada na próxima semana (quarta-feira).
Cenário Nacional Destaque para a divulgação de documentos de política monetária: Ata do Copom (terça-feira) e Relatório Trimestral de Inflação (quinta-feira). A tramitação das medidas do pacote de gastos no Congresso também estará sob os holofotes.
Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 16.12.24