Por Heraldo Palmeira
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7 de março de 2026

A Semana 121

David Yonatan González/Pixabay

A Semana 121

Resumo de Mercado – 26 a 30 de maio – e perspectivas para a semana em curso

Ibovespa: -0,6% | 137.027 pontos

O Ibovespa encerrou a semana com queda de 0,6% em reais e 1,1% em dólares, aos 137.027 pontos. Em maio, o índice acumulou alta de 1,5% em reais e 0,9% em dólares.

Resumo Os mercados globais tiveram uma semana positiva (S&P 500 +1,9%; Nasdaq +2,0%), com as discussões sobre tarifas nos EUA voltando ao centro das atenções. Após ter anunciado a intenção de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos da União Europeia a partir de 1º de junho, o presidente Donald Trump adiou a possível implementação para 9 de julho, após uma conversa com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen – fator que contribuiu diretamente para o desempenho positivo das ações americanas na semana. Os mercados também reagiram de forma positiva à decisão da Corte de Comércio Internacional dos EUA, que invalidou as chamadas “tarifas recíprocas” de Trump, mas o alívio foi temporário: no dia seguinte, um tribunal de apelação suspendeu a decisão, reintroduzindo incertezas e revertendo parte dos ganhos do mercado. No lado micro, a Nvidia divulgou resultados fortes do 1T25, com surpresa positiva tanto em receita quanto em lucro por ação. As ações subiram 3,3% na quinta-feira, após a divulgação, mas devolveram parte dos ganhos no pregão seguinte, encerrando a sexta-feira com queda de 2,9%.

No cenário doméstico, a semana foi relevante em termos de dados econômicos. O IPCA-15 de maio veio bem abaixo do esperado e com uma composição positiva. Do lado da atividade, os dados de emprego do Caged superaram significativamente as expectativas. Já o PIB brasileiro cresceu 1,4% T/T, levemente abaixo do consenso, com os mercados reagindo negativamente após a divulgação do dado: o Ibovespa caiu 1,1% na sexta-feira e o dólar subiu 1,0%, fechando a R$ 5,72. Nesse cenário, a curva de juros perdeu inclinação na semana, com fechamento nas taxas longas e abertura nas pontas curtas, em resposta aos dados mais fortes de atividade. Os investidores também permaneceram atentos aos desdobramentos sobre as novas medidas do IOF, que enfrentaram resistência no Congresso após as mudanças propostas na semana passada.

Ações Os destaques positivos da semana foram papéis sensíveis aos juros, como Vamos (VAMO3 +20,6%), Azzas 2154 (AZZA3 +14,1%) e Assaí (ASAI3 +11,6%), beneficiados pela queda das taxas longas da curva de juros. O destaque negativo foi Azul (AZUL4, -13,5%), após a companhia anunciar que entrou com pedido de recuperação judicial (Chapter 11) nos EUA. Como consequência, o papel foi removido do índice Ibovespa a partir da sexta-feira (30). Nossos analistas da XP colocaram a ação sob revisão.

Dólar O Dólar fechou a semana em alta de 1,4%, aos R$ 5,72/US$.

Juros A curva de juros abriu nas pontas curtas e fechou nas pontas longas. O DI jan/34 fechou 8 bps, aos 13,79%.

Perspectivas para a semana em curso

Cenário internacional O destaque da semana será a divulgação do índice deflator do PCE na sexta-feira, o indicador de inflação mais relevante para a condução de política monetária dos Estados Unidos. Além disso, o Fed divulgará a ata do último FOMC.

Cenário nacional O protagonismo estará na divulgação do PIB do 1T25 na sexta-feira, que deverá mostrar forte avanço da agropecuária e demanda doméstica sólida. Ainda do lado da atividade, serão publicadas a geração de empregos formais (relatório Caged) e a PNAD contínua. Por fim, conheceremos o IPCA-15 de maio, cujas métricas subjacentes seguirão sob pressão.

Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 02.06.25

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