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A Semana 126
Resumo de Mercado – 28 de julho a 1º de agosto – e perspectivas para a semana em curso
Ibovespa: -0,8% | 132.437 pontos
O Ibovespa encerrou a semana em queda de 0,8% em reais e 0,6% em dólares, aos 132.437 pontos. Em julho, o índice registrou seu pior desempenho mensal de 2025 até agora, com recuos de 4,2% em reais e 6,8% em dólares.
Resumo As notícias relacionadas às tarifas continuaram no centro das atenções no cenário doméstico. As tensões entre Brasil e EUA inicialmente escalaram após a imposição de sanções da Lei Magnitsky a um ministro do Supremo Tribunal Federal. No entanto, houve uma descompressão de riscos após o anúncio de isenções importantes à tarifa-base de 50% anunciada anteriormente, incluindo aeronaves civis, suco de laranja e fertilizantes. Como resultado, os ativos locais apresentaram uma recuperação parcial: o dólar recuou 0,3% na semana e a curva de juros fechou. Apesar disso, ambos os ativos acumularam desempenho negativo no mês, com o dólar subindo 3,1% e o DI jan/34 abrindo 59 bps.
Enquanto isso, o Copom manteve a Selic em 15,00%, como esperado, continuando com um tom duro em seu comunicado, sustentando a perspectiva de juros “altos por mais tempo”. No lado micro, a temporada de resultados do 2T25 ganhou força: até agora, 19 das cerca de 150 empresas sob nossa cobertura XP divulgaram resultados, com 67% superando as estimativas, 17% em linha e 22% abaixo do esperado.
Já os mercados globais foram pressionados (S&P 500 -2,4%, Nasdaq -2,1%), devido principalmente ao Payroll de julho, que veio abaixo do esperado, além de revisões negativas para os meses anteriores. O sentimento foi ainda afetado pelo novo anúncio tarifário de Trump: uma tarifa universal de 10% para países com superávit comercial em relação aos EUA e 15% para aqueles com déficit. Em relação à política monetária, o Federal Reserve manteve os juros entre 4,25%-4,50%, como esperado, mas o dissenso de dois membros – o primeiro desde 1993 – trouxe incertezas adicionais ao cenário. No lado micro, a temporada de resultados continua forte: até o momento, 329 empresas do S&P 500 já reportaram, com 82% superando as estimativas de lucro líquido, com uma surpresa média de 8,2%.
Ações O principal destaque positivo da semana foi Embraer (EMBR3, +19,4%), que se recuperou após o anúncio das isenções tarifárias para aeronaves civis – a companhia era uma das mais impactadas pelas tarifas dos EUA, segundo as estimativas de nossos analistas. Na ponta negativa, Banco do Brasil (BBAS3, -9,3%) recuou após a divulgação de dados do Banco Central que podem sinalizar lucros significativamente abaixo do esperado para o 2T25 e um corte de preço-alvo feito por um banco de investimentos.
Dólar O Dólar fechou a semana em queda de 0,2%, aos R$ 5,54/US$.
Juros A curva de juros fechou. O DI jan/34 fechou 13 bps, aos 13,78%.
Perspectivas para a semana em curso
Cenário internacional Teremos uma agenda de indicadores mais leve. Serão divulgados os PMIs de julho nas principais economias do mundo, como EUA, China e Zona do Euro – PMIs são sondagens com empresas que visam medir o clima da atividade econômica. Além disso, o Banco da Inglaterra se reunirá na quinta-feira e deverá entregar mais um corte na taxa básica de juros. Por fim, indicadores de setor externo (ainda sem data de publicação) e de inflação na China podem movimentar preços das commodities.
Cenário nacional O principal destaque será a Ata do Copom, documento que detalhará as discussões que levaram o Banco Central a manter a taxa Selic em 15,00%. Quanto ao mercado de trabalho, o Caged deverá mostrar solidez na geração líquida de empregos formais em junho. Por fim, a balança comercial de julho será publicada – tais dados têm sido acompanhados de perto após as majorações de tarifas pelo governo dos Estados Unidos.
Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 04.08.25