Por Heraldo Palmeira
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7 de março de 2026

A Semana 131

Barta4/Pixabay

A Semana 131

Resumo de Mercado – 29 de setembro a 3 de outubro – e perspectivas para a semana em curso

Ibovespa: -0,9% | 144.201 pontos.

O Ibovespa encerrou a semana em queda de 0,9% em reais e 0,7% em dólares, aos 144.201 pontos.

Resumo No cenário global, todas as atenções se voltaram para o shutdown (paralisação) do governo americano, após o Congresso dos EUA não chegar a um acordo – até 30 de setembro – sobre o orçamento do ano fiscal de 2026. A paralisação resultou na suspensão de gastos discricionários e de diversos serviços federais. O evento, entretanto, já era esperado pelo mercado, e as bolsas americanas avançaram na semana (S&P 500 +1,1%; Nasdaq +1,2%). Por outro lado, não houve a divulgação de indicadores econômicos relevantes, em especial o Payroll de setembro. Assim, o principal dado econômico publicado foi o relatório ADP, que veio abaixo das expectativas do mercado, reforçando as preocupações com as condições do mercado de trabalho americano. O ISM de Manufatura de setembro também apontou para uma moderação da atividade econômica. Enquanto isso, as tensões políticas entre Trump e o Fed também permaneceram no radar, após a Suprema Corte decidir que a diretora Lisa Cook permanecerá no cargo até uma nova audiência, marcada para janeiro de 2026.

No Brasil, a agenda política também seguiu em destaque após a aprovação unânime pelo Congresso da isenção do Imposto de Renda para rendimentos mensais de até R$ 5 mil. Para compensar o impacto fiscal, três medidas foram introduzidas: 1) imposto mínimo progressivo para indivíduos com renda acima de R$ 50 mil mensais, limitado a 10%; 2) retenção de 10% na fonte sobre dividendos acima de R$ 50 mil por mês; e 3) tributação de 10% sobre lucros e dividendos enviados ao exterior, com algumas exceções. Destacamos que a taxação de dividendos reduz a atratividade relativa das ações frente a ativos isentos que oferecem renda recorrente, como os fundos imobiliários, o que representa um risco especialmente para a entrada de fluxos de investidores pessoa física na Bolsa. O mercado também reagiu a rumores de que o governo estuda eliminar tarifas de ônibus em todo o país. Nosso time político acredita que a medida não deve avançar no curto prazo, mas pode aparecer no plano de governo para as eleições de 2026. Sob uma ótica de mercado, os segmentos defensivos e ligados a commodities tiveram desempenho superior às áreas mais sensíveis à atividade doméstica, em meio ao movimento de abertura da curva de juros.

Ações Entre os destaques positivos tivemos Eletrobras (ELET3, +3,4%; ELET6, +4,2%), que avançou após revisão positiva de preço-alvo por um banco de investimentos. Na ponta negativa, Magazine Luiza (MGLU3, -18,2%) recuou em movimento de correção, após ter acumulado alta de 67,5% entre 21 de agosto e sua última máxima em 26 de setembro.

Dólar O Dólar fechou a semana com leve queda de 0,1%, aos R$ 5,34/US$.

Juros A curva de juros abriu. O DI jan/34 abriu 16 bps, aos 13,66%.

Perspectivas para a semana em curso

Cenário internacional A semana será movimentada. Na Zona do Euro, atenção para as vendas no varejo, que devem indicar continuidade do consumo moderado. Nos Estados Unidos, destaque para a balança comercial de agosto, além da divulgação da ata do FOMC, que pode trazer sinais sobre os próximos passos da política monetária. Também serão conhecidos os pedidos semanais de seguro-desemprego, importante termômetro do mercado de trabalho. No Japão, além do balanço de pagamentos, será divulgado o índice de preços ao produtor (PPI), que ajuda a medir pressões inflacionárias na indústria.

Cenário nacional O grande destaque será a divulgação do IPCA de setembro, para o qual projetamos alta de 0,52% no mês, levando a taxa acumulada em 12 meses para 5,21%. Antes disso, teremos a balança comercial de setembro, com superávit estimado em R$ 2,4 bilhões.

Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 06.10.25

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