Por Heraldo Palmeira
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7 de março de 2026

A Semana 132

Barta4/Pixabay

A Semana 132

Resumo de Mercado – 6 a 10 de outubro – e perspectivas para a semana em curso

Ibovespa: -2,4% | 140.680 pontos.

O Ibovespa encerrou a semana em queda de 2,4% em reais e 5,1% em dólares, aos 140.680 pontos.

Resumo No âmbito global, os índices de ações vinham em alta até quinta-feira, impulsionados pelo otimismo com o tema de IA. Porém, o foco se voltou para a política comercial na sexta-feira, após Trump ameaçar um “aumento massivo de tarifas” sobre produtos chineses, em resposta às novas restrições da China sobre a exportação de terras raras. Trump também afirmou que poderia cancelar a aguardada reunião com o presidente chinês. Como resultado, os temores de uma nova escalada na guerra comercial entre EUA e China pressionaram os ativos globais: as ações americanas caíram (S&P 500 -2,4%; Nasdaq -2,3%), os rendimentos dos Treasuries de 10 anos fecharam 9 bps e o petróleo caiu 3,8%. Após o fechamento do mercado, Trump anunciou novas tarifas de 100% sobre importações chinesas a partir de 1º de novembro e a implementação de controles de exportação sobre “qualquer software crítico” na mesma data.

No cenário doméstico, as ações brasileiras mantiveram a tendência de correção. Após debates no Congresso, a MP 1.303 foi rejeitada e, como resultado, as regras tributárias anteriores foram restabelecidas. Do ponto de vista fiscal, nosso time macro estima um impacto de R$ 22,7 bi para o próximo ano, e o governo federal deve agora buscar fontes alternativas para o orçamento de 2026. Nesse cenário, as preocupações fiscais se intensificaram na sexta-feira após notícias sugerirem possíveis medidas de expansão de gastos para 2026. Ao mesmo tempo, observamos uma deterioração no mercado de crédito, com destaque para a forte pressão vendedora sobre os títulos de dívida externa da Raízen (RAIZ4, -13,9%), o que ampliou o sentimento de aversão a risco e resultou em desempenho negativo para os ativos locais. O dólar avançou 2,8%, na maior valorização desde abril de 2025, mesmo com o enfraquecimento da moeda americana no exterior (DXY -0,6%), levando a cotação para R$ 5,52. Enquanto isso, as pontas longas da curva de juros abriram, e o Ibovespa caiu 0,7%.

Ações Entre os destaques positivos da semana, Weg (WEGE3, +1,2%) avançou após um relatório de um banco de investimentos apontar que a renovação antecipada da concessão da Light (LIGT3, -3,0%) poderia beneficiar a empresa ao impulsionar a demanda por suas soluções elétricas e industriais. Na ponta negativa, MRV (MRVE3, -14,0%) liderou as quedas após: 1) sua prévia operacional vir abaixo das expectativas do mercado; e 2) a abertura da curva de juros.

Dólar O Dólar fechou a semana em alta de 3,4%, aos R$ 5,52/US$.

Juros A curva de juros abriu. O DI jan/34 abriu 11 bps, aos 13,80%.

Perspectivas para a semana em curso

Cenário internacional A agenda dos EUA inclui a divulgação das vendas no varejo e da produção industrial de setembro. Também será divulgado o PPI (índice de preços ao produtor) do mesmo mês. Os dados de inflação ao consumidor foram adiados para o dia 24, devido aos efeitos do shutdown nas agências federais norte-americanas. Na China, ainda sem data confirmada, o governo divulgará as estatísticas comerciais e o PPI de setembro. Na Europa, será divulgado o índice de preços ao consumidor. O mercado também acompanhará os próximos desdobramentos diplomáticos entre China e Estados Unidos, após a renovação das tensões comerciais na última sexta-feira.

Cenário nacional O foco estará nas divulgações das vendas varejistas (PMC) e das receitas do setor de serviços (PMC) referentes a agosto. Além disso, o Banco Central divulgará o IBC-BR, índice mensal de atividade econômica, do mesmo período

Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 13.10.25

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