Por Heraldo Palmeira
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7 de março de 2026

A Semana 134

Stephen Bayer/Pixabay

A Semana 134

Resumo de Mercado – 17 a 21 de novembro – e perspectivas para a semana em curso

Ibovespa: -1,9% | 154.744 pontos.

O Ibovespa encerrou a semana em queda de 1,9% em reais e 4,1% em dólares, aos 154.744 pontos, em uma semana mais curta devido ao feriado de quinta-feira no Brasil.

Resumo Os mercados globais sofreram uma correção (S&P 500 -2,0%; Nasdaq -3,1%), mesmo sem um fluxo de notícias particularmente negativo. Nos EUA, o aguardado Nonfarm Payroll de setembro finalmente foi divulgado e veio acima das expectativas, mostrando uma criação de vagas sólida e aumento da força de trabalho. Como resultado, a probabilidade de um corte de juros do Fed em dezembro caiu inicialmente para cerca de 40%. Porém, comentários mais brandos do membro do Fed John Williams na sexta-feira impulsionaram novamente as chances de um corte em dezembro para aproximadamente 72%. Outro destaque da semana foi o resultado da NVIDIA (-3,3%). Apesar de surpresas positivas em receita e lucro por ação, o balanço não eliminou as preocupações do mercado com valuations elevados e os altos níveis de capex das empresas ligadas ao tema de IA. Por outro lado, a Alphabet teve desempenho positivo (+10,9%) após o lançamento do Gemini 3, reforçando sua posição como um dos principais players do setor. Alguns investidores também atribuíram o movimento de correção à alta dos juros de longo prazo no Japão (título de 30 anos a 3,4%) e ao aumento de estresse no sistema bancário americano, com redução da liquidez global. Ainda assim, o mercado de câmbio permaneceu relativamente calmo, diferentemente da forte volatilidade observada em agosto de 2024.

No Brasil, os mercados locais recuaram após o forte rali de meados de outubro até a semana anterior. Com um noticiário doméstico mais esvaziado, o Ibovespa acompanhou o desempenho negativo das bolsas globais. Porém, os fluxos estrangeiros permaneceram sólidos, com R$ 2,0 bilhões de entradas na semana, acumulando R$ 6,0 bilhões em novembro, até agora. Além disso, o governo dos EUA anunciou a redução das tarifas adicionais de 40% sobre alguns produtos agrícolas brasileiros, como carne bovina e café, embora sem impacto relevante sobre a maioria dos ativos. Por fim, o mercado segue atento à agenda política, incluindo a discussão sobre o regime especial de aposentadoria para agentes comunitários de saúde.

Ações O destaque positivo da semana foi Cogna (COGN3, +9,0%), recuperando os níveis anteriores à divulgação do seu resultado, que havia provocado forte queda. Já o principal destaque negativo foi MBRF (MBRF3, -15,2%), refletindo um movimento técnico após o papel ter subido 36,6% em novembro antes da correção desta semana.

Dólar O Dólar fechou a semana em alta de 2,0%, aos R$ 5,40/US$.

Juros A curva de juros permaneceu praticamente estável. O DI jan/34 fechou 1 bp, aos 13,41%.

Perspectivas para a semana em curso

Cenário internacional A agenda de indicadores dos Estados Unidos retoma seu dinamismo após o fim da paralisação da máquina pública (shutdown). Merecem destaque o índice de preços ao produtor (PPI) e as vendas no varejo, ambos referentes a setembro. Adicionalmente, o Fed divulgará o “Livro Bege”, documento que apresenta uma análise abrangente das condições gerais da atividade econômica americana.

Cenário nacional Destaque para o IPCA-15 de novembro (prévia da inflação mensal), que mostrará mais uma vez uma dinâmica benigna para alimentos e bens industrializados, além de alguma moderação nos preços de serviços. Além disso, os principais indicadores do mercado de trabalho serão divulgados. A taxa de desemprego deve continuar nas mínimas históricas (PNAD Contínua), enquanto a geração de empregos formais tende a seguir em rota de desaceleração gradual (CAGED). A agenda ainda traz dados sobre setor externo, mercado de crédito e contas fiscais – todos referentes a outubro.

Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 24.11.25

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