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A Semana 144
Resumo de Mercado [13 a 16 de outubro]
Ibovespa: +1,7% | 205.430 pontos
O Ibovespa encerrou a semana em queda de 1,7% em reais e de 3,5% em dólares, por conta da depreciação de 1,5% do real, aos 205.430 pontos.
Resumo As bolsas globais encerraram a semana majoritariamente em queda (S&P 500: -1,9%; Nasdaq: -5,5%; Dow Jones: +0,7%), em um movimento marcado pela forte correção dos semicondutores e das ações ligadas à inteligência artificial. Além da inflação acima do esperado, com o CPI de setembro em 3,7% em 12 meses e o PPI na maior alta desde 2022, que manteve no radar uma alta de juros em dezembro, pesaram os temores com o financiamento do ciclo de IA, a competição chinesa em memória e a desaceleração da receita da Anthropic, ainda que a Treasury de 10 anos tenha recuado para perto de 5,1%. No cenário geopolítico, a trégua energética entre Rússia e Ucrânia anunciada por Trump durou poucos dias, e os ataques dos Houthis à Arábia Saudita e a navios em Ormuz fizeram o Brent subir cerca de 6,2% na semana, para US$ 109,7/barril. No micro, os bancos americanos reportaram resultados majoritariamente positivos, enquanto a TSMC reportou lucro recorde e receita acima da própria projeção. Na contramão, a CoreWeave chegou a cair 15,5% na quarta-feira, em meio a preocupações com seu endividamento.
Enquanto isso, as ações brasileiras também encerraram a semana em queda, apesar da recuperação observada na sexta-feira, devolvendo uma pequena parte do forte avanço da semana anterior. As perdas se concentraram nos setores mais sensíveis aos juros e que mais haviam se valorizado recentemente, como varejo, consumo, imobiliário e small caps. Na outra ponta, Petrobras e as demais petroleiras ajudaram a amortecer a pressão sobre o índice, apoiadas pela alta do petróleo. Ao longo do período, novas divulgações de pesquisas eleitorais e propostas com potencial impacto sobre as contas públicas provocaram reprecificação e maior volatilidade nos ativos locais. Nesse contexto, a curva de juros apresentou abertura concentrada nos vencimentos mais longos, com o título de 10 anos (jan/36) avançando cerca de 51 bps e a ponta curta (jan/27) abrindo 5 bps, em meio à percepção de maior risco fiscal. Ao mesmo tempo, o dólar voltou a superar R$ 5,00 e acumulou alta de 1,5% diante do real. Os indicadores de atividade vieram mistos: o volume de serviços recuou 0,1% em agosto, as vendas do varejo restrito avançaram 0,1% e o IBC-Br cresceu 0,3% no mês, embora tenha recuado 0,6% no trimestre móvel. Por fim, o fluxo de capital estrangeiro registrou entrada líquida de R$ 2,7 bilhões na semana, (dados até quarta-feira).
Ações PRIO (PRIO3, +8,8%) foi o destaque positivo da semana, acompanhada pela Petrobras, em meio à alta do petróleo diante das tensões no Oriente Médio e dos riscos à oferta global. Por outro lado, Vamos (VAMO3, -17,3%) foi o destaque negativo, pressionada pela reabertura da curva de juros e por realização de lucros após a forte valorização acumulada nas semanas anteriores.
Dólar O Dólar fechou a semana com alta de 1,5%, aos R$ 5,07/US$. ,
Juros O DI jan/36 abriu 51 bps, aos 12,85%, enquanto o DI jan/27 avançou 5 bps, aos 13,49%.
Perspectivas para a semana em curso
Cenário internacional Destaque para a divulgação do PIB do 3º trimestre na China, acompanhado dos dados de vendas no varejo e de produção industrial de setembro. Nas principais economias ocidentais, a agenda econômica será esvaziada, com ênfase nos PMIs preliminares de outubro — sondagens empresariais que buscam captar o pulso da atividade econômica.
Cenário nacional A semana contará com indicadores importantes de inflação. O principal será o IPCA-15 de outubro. Esperamos desaceleração do índice cheio na margem, refletindo a queda da energia elétrica com a bandeira tarifária verde. Ainda assim, projetamos deterioração adicional nas principais métricas monitoradas pelo Banco Central, como o componente de serviços e os núcleos, que excluem itens com preços voláteis. Ademais, a FGV divulgará o IGP-10 de outubro, que deverá registrar mais uma alta relevante, reflexo da recuperação dos preços internacionais do petróleo, com impacto sobre derivados e alimentos processados.
Fonte Valore-Elbrus (vinculada à XP Investimentos) | 20.10.26