Por Heraldo Palmeira
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7 de março de 2026

FLÁVIO REZENDE Rebeldia

Flávio Rezende

Rebeldia

  • Flávio Rezende

Como não celebrar a existência – mesmo entre escombros?

Temer a gratidão pela vida diante de guerras, genocídios e almas partidas não é só covardia, é render-se às trevas. Senão veja: entre ditadores e ruínas, a humanidade ainda cria, pinta, dança, escreve, salva, alimenta, ama. Porque o mal existe – mas não é absoluto.

Eis o contraste que nos define:

Há líderes vis, mas também corações nobres. Há bombas desencarnando milhares, mas também mãos que reconstroem.

Eu carrego um amor pelos pais e irmãos (os que partiram e os que permanecem). Sou íntegro com filhos e amigos. Semeio bondade como ato respiratório. Assim entendi: na jornada terrena, o essencial não é quem cruzou seu caminho – mas como você caminhou sob a tempestade. Que importa a uma alma os encontros passados? Importa como enfrentou seus desertos.

Enquanto facínoras triunfam e bombas ceifam vidas, minha felicidade é um ato de rebeldia. Continuo fotografando belezas, tecendo possibilidades, emanando luz. Aguardo o portal que liberte as almas pesadas… Até lá, ecoo o mago Gil na música Extra: “Livrai-nos desse tempo escuro!”

Que situação! São as coisas como elas são. Lido com isso rabiscando meus escritos da alma. Luz!

*FLÁVIO REZENDE, fotógrafo da vida

Ouça no link

Extra   https://www.youtube.com/watch?v=klUpvVO_LYg

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