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Rede do amor
- Flávio Rezende
Dentre os melhores objetivos da vida está a montagem da verdadeira rede do amor
Navegando neste oceano de deleites que minha aposentadoria permite, sigo em uma viagem onde não existem riquezas nem precariedades. Traço rumos e busco destinos levando em conta, sobretudo, hospedagens amigas, alimentações simples e alternativas, passagens promocionais – sem jamais economizar na disposição e no apertar dos cliques fotográficos.
Ficando na casa de parentes e amigos gozo do prazer de honrosas companhias. Assim foi em Brasília, com filho e mana. No Rio, com uma amiga das antigas. E agora em Jampa, desfrutando do hotel de um brother mecenas. Há ainda inúmeros amigos de tempos pretéritos que surgem em encontros para passeios, papos e compartilhamentos de recordações, além das novas e saudáveis convivências do bem.
Sabe o resultado de uma viagem assim? O luxo não faz falta. Essa ruma de acontecimentos torna minha vida absolutamente interessante – e creio que também proporciona prazeres aos que comigo viajam nas histórias e nas coisas que compartilho.
O conjunto da obra é uma felicidade plena e verdadeira. Como é maravilhoso ver o planeta e eternizá-lo em fotos. Como é fantástico estar com pessoas em seus lares e hotéis. Revê-las, desfrutar de suas agradáveis companhias, colocar os papos em dia, observar suas vidas, suas relações com as crias, matar saudades e plantar futuros reencontros. Eita, como essa vida é fantástica!
Não é preciso comer com pó de ouro, ver o jogo no camarote ou dormir na suíte mais cara. Basta a simplicidade, o bom humor, o acolhimento. E retribuir com a postura correta – ser boa companhia, pessoa bem-vinda, hóspede legal.
Tenho percorrido o planeta nessa vibe. Com dinheiro limitado, feito milagres. Com o coração repleto de boa aventura e amizades amalgamadas vou abrindo portas. Também recebo e dou carinho, tornando a vida em movimento altamente positiva, relativamente barata e, principalmente, muito amorosa e necessária. A minha fórmula de montagem da verdadeira rede do amor que espalhei na vida.
Que situação! São as coisas como elas são. Lido com isso rabiscando meus escritos da alma. Luz!
*FLÁVIO REZENDE, fotógrafo da vida
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Canção da América https://www.youtube.com/watch?v=75kf9y_fukM&t=3s