HAYTON ROCHA Os olhos da cara
Toda expressão ou palavra que morre por falta de uso é um enterro linguístico sem lágrimas nem preces. E se vai a alma quando a gente esquece de pegar lápis e papel para brincar
Toda expressão ou palavra que morre por falta de uso é um enterro linguístico sem lágrimas nem preces. E se vai a alma quando a gente esquece de pegar lápis e papel para brincar
A linguagem popular brasileira é território para esquentar a cabeça de qualquer iniciado. Por isso, até o mais letrado dos gringos joga a toalha até o sol esfriar
O encontro nada triunfal de esposa e amante ficou muito mais perigoso do que o risco cirúrgico. Prudente, o paciente colocou sebo nas canelas e se “empirulitou”
O alarme de incêndio tocou fogo na modorra do condomínio e acionou toda sorte de reações. Uma verdadeira trombeta do Apocalipse, que felizmente não encobriu um miado baixinho
O amor pode ser um elo forte ou um desenho na areia, mas sempre será imperfeito, delicado e dependente de atenção
A morte de uma velha senhora, prostituta de vida inteira cuja história cabe em qualquer lugar, oferece reflexões preciosas sobre envelhecer. E sobre a própria vida. Putas lições
Na vida cotidiana e nas corporações, é comum que jargões modifiquem códigos da linguagem tradicional, adaptando expressões e palavras aos maneirismos construídos pelos usos e costumes para facilitar a compreensão
A falta de civilidade que invadiu a vida moderna incomoda em todos os lugares, do trânsito ao supermercado. O chato evoluiu para sem-noção e se tornou uma praga na vida cotidiana