FLÁVIO REZENDE Visão do alto
Bastaria olhar a vida do alto e muitas dessas divisões, desses conflitos mundanos desabariam. A visão do alto liberta para o sonho de uma cidadania planetária
Bastaria olhar a vida do alto e muitas dessas divisões, desses conflitos mundanos desabariam. A visão do alto liberta para o sonho de uma cidadania planetária
As muralhas emocionais que a vida ergue ao redor de conflitos, perdas, segurança e medos que nos cercam, delimitam angústias e horizontes de liberdade
Toda expressão ou palavra que morre por falta de uso é um enterro linguístico sem lágrimas nem preces. E se vai a alma quando a gente esquece de pegar lápis e papel para brincar
Não haverá felicidade onde tudo é relativo, aceitável. Isso inquieta a vida porque não somos gatos, com sete vidas para dispor e sair escapando
Um banho de chuva inesperado molhando as lembranças da infância, como se o tempo não tivesse passado
Entre bombas e facínoras que miram alvos indefesos, resta um ato extra de rebeldia: insistir na felicidade, na nobreza humana
A linguagem popular brasileira é território para esquentar a cabeça de qualquer iniciado. Por isso, até o mais letrado dos gringos joga a toalha até o sol esfriar
Quem é obrigado a sair da sua pátria entra numa espiral de sentimentos difusos, quase sempre dolorosos, onde a saudade, as privações e a distância podem virar um hiato de amargura
O encontro nada triunfal de esposa e amante ficou muito mais perigoso do que o risco cirúrgico. Prudente, o paciente colocou sebo nas canelas e se “empirulitou”